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Elenice e Suzana: Duas Borboletas que Voam Juntas

 

Em Pimenta, no interior de Minas Gerais, uma cidadezinha com menos de dez mil habitantes, vive Elenice, 40 anos, uma mulher que se descreve como uma borboleta delicada, resiliente e sempre pronta para recomeçar. Delicada, forte e marcada pelas batalhas diárias da Epidermólise Bolhosa (EB), ela carrega desde a infância as lembranças do preconceito, dos olhares de desprezo e da exclusão em momentos simples da vida, como as festas da escola. Todas essas experiências deixaram marcas profundas e também um medo: o de ser mãe.

 

Elenice e Suzana – Foto: Arquivo pessoal

 

Diante de tudo que viveu, Elenice temia que seu filho pudesse sentir as mesmas dores que ela carregou por toda a vida. Mas, ao mesmo tempo, encontrou na fé e no amor da família a força para continuar. E foi nesse encontro entre medo e esperança que chegou Suzana, sua pequena borboletinha, que hoje tem 2 anos.

 

Quando a Suzana nasceu, Elenice sentiu o chão desaparecer. A dor de imaginar a trajetória da filha era imensa, ouvir falar sobre EB é uma coisa, mas ver sua própria filha viver isso na pele é outra muito mais profunda e dolorosa. Ainda assim, como ela mesma diz, Deus preparou um caminho. E esse caminho  cheio de providência e esperança, levou a família até o Jardim das Borboletas.

 

Ao conhecer a ONG Jardim das Borboletas, a família passou a receber, mensalmente, todo o suporte oferecido pela instituição, incluindo assistência da equipe multiprofissional, curativos especiais, medicamentos, pomadas e outros itens que auxiliam no tratamento de Suzana.

 

“Eu não sei o que seria de nós sem a ONG e sem os padrinhos e madrinhas”, diz Elenice. “Graças a eles, nossas borboletas podem sonhar, voar e viver com dignidade.”

 

Em mensagem ao mundo, Elenice lembra que nossas borboletas têm sonhos como qualquer criança, podem brincar, estudar, viver e merecem respeito, inclusão e empatia. 

 

Um olhar que transborda o amor de mãe e filha – Foto: Arquivo pessoal

 

Depoimento original enviado por Elenice (na íntegra)

 

Eu sou uma borboleta que reside em Pimenta/MG, desde muito nova senti na pele o preconceito, os olhares de desprezo, o medo da indiferença, a exclusão em festas simples da escola, a falta de conhecimento da medicina e foi por esses motivos que sempre tive medo de ser mãe, afinal eu senti na pele o que meu filho(a) poderia sentir. Mas em meio a todo esse caos e turbilhão de sentimentos eu também pude conhecer, desfrutar e viver um amor incondicional, repleto de cuidados, amor e atenção, Deus e a minha família foram essenciais para saber viver e conviver em mundo cruel e avassalador.

 

 E então Deus me agraciou com a dádiva de ser mãe, me tornei uma mãe borboleta de uma borboletinha e naquele momento me vi sem chão, sofria as escondidas pensando em tudo que ela poderia passar afinal você ouvir falar é muito diferente de sentir na própria pele.

 

Foi aí que conhecemos a ONG Jardim das borboletas, Deus me mostrou que não estávamos sozinhos, a Sussu foi acolhida pela ONG, tivemos acesso a curativos que aliviam sua dor, pomadas que ajudam na cicatrização, uma estrutura médica de altíssima qualidade, uma caixinha de amor carregada de suplementos que ajudam nossas borboletas a almejar sempre o vôo mais alto.

 

 Hoje como mãe me sinto mais aliviada porque muitos desafios e sofrimentos que eu e minha família sofremos por eu ser uma criança com uma doença rara, têm sido superados com a graça de Deus e todo o suporte da ONG. Eu não sei o que seria de nós sem o auxílio da ONG e a doação dos padrinhos e madrinhas que mantêm esse trabalho lindo de pé e permitindo nossas borboletas voar para viver tudo o que desejarem, com algumas limitações é claro mas nunca impedidas de voar e sonhar. 

 

E no mês de outubro que é o mês da conscientização quero que todos saibam que nossas borboletas carregam sonhos como qualquer outra criança, podem brincar, estudar, ser criança e acima de tudo merecem viver com dignidade, respeito, inclusão e empatia. Obrigada Deus pelo fôlego de vida. No nosso jardim a ONG é um campo abundante de insumos e vocês padrinhos são os jardineiros e nossas borboletas? Só o céu é o limite para elas!

 

 

💬 Para conhecer mais histórias inspiradoras como a de Elenice e Suzana, siga o Jardim das Borboletas:


📱 Instagram: @jardimdasborboletas_
📞 Telefone: (77) 9 8815-2565

 

Nota: Matéria construída a partir do relato enviado por Elenice, mãe da pequena Suzana, assistida pela ONG Jardim das Borboletas.
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